sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

(Ela)

Já é tarde! O tempo custa a passar. O relógio conta as pegadas ofegantes do seu andar. De um lado, passa para o outro, como quem mede o tempo com os pés. Agora o direito, depois o esquerdo. Contrabalançam-se num ritmo certo e austero. E o tempo passa... Mais um minuto, nem o pestanejar muda . Espera. A respiração, quase suspensa, fugaz, cessa! Um momento, pouco preenchido. E continua... no longo caminho que traça na carpete da biblioteca. Até as folhas dos livros parecem ansiosas, até elas, muito encolhidinhas há séculos querem vibrar. Mas as longas histórias que guardam não vêm ao mundo de qualquer forma. Continuam fechados. A janela, entreaberta fala com as estrelas e sussura-lhe no mais intímo coisas da vida da outra. A vida passa dentro de quatro paredes. O relógio corre, as horas voam e a vida é como um rio, não anda para trás!

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